Sonhos e Palavras

Tuesday, June 20, 2006

Apresentação do Trabalho sobre Monteiro Lobato...







Estas fotos é da apresentação sobre o Mundo de Monteiro Lobato.
Este trabalho foi em conjunto das disciplinas de Atividades Práticas Interdisciplinar III e Educação e Tecnologia da Comunicação e Informação.
Neste trabalho utilizamos os recursos:
Data-show, cartazes, foto do Monteiro Lobato, livros antigos e atuais, frases mais conhecidas, revistas, gibis e teatro.
Enfeitamos a sala com toda turma do Sítio do Pica Pau Amarelo, e no final, distribuímos lembranças com os personagens, que podem ser utilizadas como porta-treco.

Prova 20-06-2006 (Fernando Pessoa)


Como vimos, na pós-modernidade, o professor precisa ser dinâmico e atualizado. Atualmente são inúmeras as tecnologias educacionais. Dentre elas está a Internet que, embora não seja de amplo acesso, é um meio de comunicação que não pode ser desprezado na comtemporaneidade. Analise e explique, contextualizando as novas tecnologias, estes versos de Fernando Pessoa, do poema escrito entre 1912 e 1914:

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo.
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer.
Porque sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura..."

Nossas possibilidades como educador é infinito, nossos sonhos como ser- humano são do tamanho do que desejamos e não do que naquele momento podemos, somos muito mais do imaginamos, e podemos muito mais do que queremos.
Fernando Pessoa expressou isso muito bem neste poema;
"Porque sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".
A realidade nos mostra, que a nossa profissão é extremamente desvalorizada, complicada, que não temos apoio nem do governo e muito menos da sociedade, por isso, muitos me perguntam quem serão os doidos de se formarem ainda neste curso?
Nós!!! - Eu...
Porque somos maiores que nossas lamentações, "superamos nossos problemas com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança", como já diz Shakespeare.
Hoje, os recursos só dependem da criatividade do educador, ou das possibilidades que envolvem o contexto social dos alunos, e ainda tem a possibilidade da ajuda dos recursos que existem na escola. Não é tão difícil assim, temos a televisão (nossa grande aliada), os computadores( facilitadores), as sucatas (soluções práticas e rápidas), revistas (fácil acesso), gibis, painéis, gravuras, jornais (fácil acesso), enfim, temos muito mais do que imaginamos e as vezes usamos muito menos.
Contudo, temos ainda a Internet, ferramenta/recurso importantíssimo, que de fato, quando utilizamos para o lado pedagógico nos abre um leque de opções de autores, livros, pensamentos, mapas, notícias, resumos/ resenhas, histórias, fatos, cidades, pessoas, Brasil e Mundo.
Sem dúvida, a Internet veio para mostrar que o que somos é do tamanho do que vemos, e graças a Deus não do tamanho da minha altura.
Imagina se meu Universo fosse correspondente a 1,60m de altura.
Ass: Bárbara Baia Furtado
De William Shakespeare...
"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto...
Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

Monday, June 19, 2006

Nega Maluca...





Nega Maluca - Menina Bonita do laço de fita...

Essas fotos foram da apresentação "Menina bonita do laço vermelho" onde eu trabalho.

Foi um dia muito especial, onde aprendi muitas coisas boas, e onde compreendi a importância da interação com nossos alunos...

Wizard- 2006


Biografia de Monteiro Lobato...


Biografia de Monteiro Lobato - Literatura Infantil...

Nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Em homenagem ao seu nascimento, neste dia comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusto Lobato. Seu nome verdadeiro era José Renato Monteiro Lobato, mas em 1893 o autor preferiu adotar o nome do pai por desejar usar uma bengala do pai que continha no punho as iniciais JBML e por medo de apelidos que rimem com ratos- Renato. Juca, apelido que Lobato recebeu na infância, brincava em companhia de suas irmãs com legumes e sabugos de milho que eram transformados em bonecos e animais, conforme costume da época. Uma forte influência de sua própria experiência reside na criação do personagem Visconde de Sabugosa. Ainda na infância, Juca descobriu seu gosto pelos livros na vasta biblioteca de seu avô. Os seus prediletos tratavam de viagens e aventuras. Ele leu tudo que lá existia, mas desde esta época incomodava a ele o fato de não existir uma literatura infantil tipicamente brasileira. Seu livro predileto era Robinson Crusoé. Um fato interessante aconteceu ao então jovem Juca, no ano de 1895: ele foi reprovado em uma prova oral de Português. O ano seguinte foi de total estudo, mergulhado nos livros. Notável é o interesse de Lobato escritor no que diz respeito à Língua Portuguesa, presente em alguns de seus títulos. É na adolescência que começa a escrever para jornaizinhos escolares e descobre seu gosto pelo desenho. Aos 16 anos perde o pai e aos 17 a mãe. A partir de então, sua tutela fica a encargo do avô materno, o Visconde de Tremembé. Formou-se em Direito pela faculdade de seu estado, por vontade do avô, porque preferia ter cursado a Escola de Belas-Artes. Esse gosto pelas artes resultou em várias caricaturas e desenhos que ele enviava para jornais e revistas. Em 1907, 3 anos após sua formatura, exerceu a promotoria em Areias, cidadezinha do interior. Retirou-se depois para uma fazenda em Buquira que herdou do avô, falecido em 1911. Este município, onde surgiu um Lobato fazendeiro, recebeu seu nome em sua homenagem. Casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Do casamento vieram os quatro filhos: Edgar, Guilherme, Marta e Rute. Posteriormente todos vieram a falecer. Em 1918 lançou Urupês, e o êxito fulminante desse livro de contos colocou-o numa posição de vanguarda. Neste mesmo ano, vendeu a fazenda e transferiu-se para São Paulo, onde inaugurou a primeira editora nacional: Monteiro Lobato & Cia. Até então, os livros que circulavam no Brasil eram publicados em Portugal. Por isso, as iniciativas de Lobato deram à indústria brasileira do livro um impulso decisivo para sua expansão. Em 1926, foi nomeado adido comercial da embaixada brasileira nos Estados Unidos, de onde trouxe um notável livro de impressões: América. Usou, assim, suas principais armas em prol do nacionalismo no tocante à exploração de ferro e petróleo no Brasil: os ideais e os livros. Preocupado com o desenvolvimento econômico do país, chegou a fundar diversas companhias para a exploração do petróleo nacional. O fracasso dessa iniciativa deu-lhe assunto para um artigo: O Escândalo do Petróleo. Já sob o Estado Novo, sua persistência em abordar esse tema como patriota autêntico valeu-lhe três meses de prisão. No público infantil, Lobato escritor reencontra as esperanças no Brasil. Escrever para crianças era sua alegria, por isso adorava receber as cartinhas que seu pequenino público escrevia constantemente. Achava que o futuro deveria ser mudado através da criançada, para quem dava um tratamento especial, sem ser infantilizado. O resultado foi sensacional, conseguindo transportar até hoje muitas crianças e adultos para o maravilhoso mundo do Sítio do Picapau Amarelo. Faleceu em São Paulo, no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, por causa de um derrame. A obra lobatiana é composta por 30 volumes. Tem um lugar indisputável na literatura brasileira como o Andersen brasileiro, autor dos primeiros livros brasileiros para crianças, e também como revelador de Jeca Tatu, o homem do interior brasileiro. Apesar de ter sido, em muitos pontos, o precursor do Modernismo, a ele nunca aderiu. Ficou conhecida a sua querela com modernistas por causa do artigo "A propósito da exposição Malfatti". Ali critica a mostra de pintura moderna da artista, que caracterizava de não nacional.

Friday, June 16, 2006

Interdisciplinaridade - Monteiro Lobato



Fantástico e surpreendente falar sobre Monteiro Lobato, um mundo encantador, mágico e cheio de criatividade. Nunca imaginei que por trás do Sítio do Pica Pau Amarelo existiam outras fatos e histórias tão importantes.

Algumas curiosidades:

José Renato Monteiro Lobato - Trocou de nome por causa do medo de ter apelidos pois Renato rimava com rato, e também por causa de bengala cravejada de ouro e diamantes com as inicias JBML - ele achava o máximo;

Conheceu quando criança D.Pedro II e ficou admirado com o tamanho da barba, e com a voz fininha do Imperador;

Foi um dos primeiros a defender a idéia de que no Brasil existia Petróleo, acertou, como sempre.

Criou a 1° editora da época - Monteiro & CIA;

Criou a Emília (Sítio do pica pau amerelo) para falar o que achava dos políticos e governo da época;

Um país de faz com homens e livros (Monteiro Lobato);

Acho a criatura humana muito mais interessante no período infantil do que depois de idiotamente tornar-se adulta (Monteiro Lobato);

Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar (Monteiro Lobato);

Nossa apresentação teve os objetivos de:

· Conhecer Monteiro Lobato, um autor nacional;

· Alfabetizar por meio de textos e obras literárias;

· Desenvolver o gosto pela leitura de livros;

· Compreender o contexto histórico da época;

· Trabalhar a genealogia.

Enfim, provar que Monteiro Lobato é extrmamente o MÁXIMO...

Wednesday, June 14, 2006

Conhecimento e cidadania

"Além de aulas mais dinâmicas, o uso da informática como ferramenta pedagógica proporcionará um salto qualitativo na construção do conhecimento pelo aluno e o auxiliará no processo de construção de cidadania".
Com certeza!
O uso da informática hoje em dia é algo fundamental e essencial no processo de ensino- aprendizagem, provoca estímulos novos, produz participação do alunado dependendo do tema e conforme o contexto social da sala é de fácil acesso.
Quanto a construção de conhecimento é possível devido a facilidade da internet, de sites especializados, de livros (resumidos ou comentados), por pesquisas rápidas, qualquer que seja o tema, na internet acha algo sobre o mesmo e isso independe de idioma. Muitas especialistas, escritores, professores, artistas, colunistas, mestres e Doutores publicam suas idéias, teses, artigos e fotos.
Em apenas 03 minutos no máximo (Internet banda larga) temos acesso a tudo isso, sentados, muitas vezes aliados de televisões, rádios e comida do lado.
Com todas essas possibilidades o processo de construção de cidadania se torna mais fácil, permite um maior número de acessos, opiniões diferentes que incrementam sabedoria.
Um professor poderá escolher um tema pertinente a cidadania e explora isso através da informática.
É fácil, e os alunos adoram...
(20° Reflexão)

Blog como ferramenta de trabalho


"Quais são as possibilidades de utilizações do Blog como ferramenta pedagógica?"
Hoje em dia compreendemos a importância e a praticidade da internet em nossas vidas, no meio profissional e claro no meio acadêmico.
Por isso, a utilização do Blog como ferramenta pedagógica é fundamental para um trabalho diário, para incentivar a criticidade, reflexões e opiniões, tudo isso mediante um tema gerador, ou da imaginação/vontade do aluno.
O Blog é algo novo, criativo, que atraí a atenção e curiosidade dos adolescentes e facilita a expressão dos adultos / tempo disponível.
Uma escola que tem como recurso didático o computador pode utilizar essa ferramenta pedagógica nos laboratórios, ou uma sala no qual a situação financeira é boa pode trabalhar atividades para casa no Blog.
A minha experiência com um Blog só foi possível mediante a disciplina de Educ. e Tecn. da Comunic. e Infor. - Professora Solange Couto;
No primeiro momento imaginei ser uma coisa fútil e passageira, entretanto, hoje se tornou um hábito prazeroso - claro que não blogo diariamente até pela falta de tempo, mas sempre que possível faço uma reflexão.
Ao meu ver, o único problema do Blog é a falta de comentários, afinal, publicamos idéias, fatos, curiosidades e sentimentos, com isso, esperamos opinões a cerca do que pensamos ou publicamos.
(19° Reflexão)

Tuesday, June 13, 2006

Tecnologias X Docentes


"A seleção das tecnologias educacionais ou a incorporação delas na prática de ensino não é a ação desatrelada dos saberes docentes em torno de seus códigos e linguagens, de suas características e particularidades, de suas possibilidades e limitações"
(Luci Hildembrand)
Compreendo que para ser um excelente educador o mesmo deverá saber, utilizar, mexer, manusear uma tecnologia/ ferramenta. Na sala de aula é extremamente importante que o educador saiba a importância da tecnologia utilizada, saiba trabalhar o poder crítico da ferramenta com seus alunos, distuinguir o código/ linguagem.
Questionar as qualidades, as vantagens em ter essa tecnologia, a importância de conviver com tal ferramenta, se de fato é necessário que todos tenham em casa, enfim, buscar no aluno a conscientização sobre as tecnologias/ ferramenta.
Para isso, o educador deve saber como utilizar, deve estudar tal ferramenta, e mais que isso, deve trabalhar essa tecnologia/ ferramenta em sala de aula, de preferência como recursos didáticos.
(18° Reflexão)

Wednesday, June 07, 2006

Como devemos nos portar nessa época de excesso de informação?

Cautelosos - Sempre!!!

Esse é o começo de tudo, muito cuidado com esse excesso de informações, essa exposição gratuita que nos permitimos diariamente, afinal, não sabemos até quando e como nossas senhas, e-mails, recados, seram preservados.

Hoje em dia é muito complicado saber se de fato somos resguardados com nossos logins e senhas, por exemplo, essa semana recebi um e-mail que todas as senhas do google / gmail "vasaram", pois alguns funcionários foram mandados embora e resolveram "bagunçar" o orkut, e-mail, contas bancárias, tanto com mensagens pornográficas, como, roubando mesmo.

Até quando passaremos por isso?

Essa resposta depende de nós, de como nos portamos mediante a uma telinha, se mostramos/ apresentamos, esclarecemos nossos gostos, sonhos, desejos e SENHAS...

Outra coisa que nós podemos refletir, é quanto a quantidade de notícias, fatos, histórias que todos os dias surgem na internet, nos jornais, revistas e televisão. Um provedor tem como página principal o mandato de prisão do capitão da seleção brasileira (Cafú), já em outro provedor a notícia é que os policiais estão em frente ao hotel onde a seleção está hospedada para prender o Cafú.

Bem, em qual devemos acreditar?

E, assim vai, com resenhas/ resumos de livros, com frases que cada minuto tem um autor diferente, com histórias que a cada momento é contada por alguém diferente.

O execesso de informação pode atrapalhar e muito a cabeça das pessoas, confundir opiniões , acreditarmos em coisas erradas, defendermos idéias de pessoas que acreditamos serem uma e na verdade ninguém sabe quem é.

Acredito, que tudo é válido... Principalmente o cuidado...

(17°Reflexão)

Rubem Alves


"Comunicar é a arte de fazer com que uma idéia tenha vida. Só procriam as idéias que são amadas. E o que elas procriam são novas relações"
(Rubem Alves)
Comunicação é algo importantíssimo em nossas vidas, é o que nos faz interagir com as pessoas e o que nos faz viver em sociedade.
Idéias precisam ser ditas, faladas e aproveitadas. Por isso somente a comunicação para lança-las a todas as pessoas do mundo inteiro.
Idéias boas com certeza são amadas e são reconhecidas.
Essas novas relações acontece quando juntos nos encontramos em torno de grandes idéias, rodas de amigos defendendo, discutindo, trocando o que há vida oferece de melhor = Idéias.
(16° Reflexão)

Crianças mais que especiais...

Nossa como essa quarta-feira foi super agitada....
Tinhamos que ir visitar o Centro de Ensino Especial N°1 da Ceilândia devido a disciplina Educação Especial da Professora Juliana. Bem, ao chegarmos poderíamos conhecer a escola, porém, sem os alunos, pois os mesmos iriam ao cinema. Dos males, fomos juntas com eles para o cinema, assistir "Fábrica de Chocolate".
Que esperiência fantástica!!!!!!!
Mais de 60 alunos, cada um com uma necessidade especial diferente, cada um com sua dificuldade, cada um limitado em algo, entretanto, todos muito felizes por estarem naquele lugar tão normal para nós pessoas saudáveis.
Cada criança com um sorriso no rosto, olhinhos brilhantes, um ar de suspense para saber o que apareceria naquela tela tão enorme. HUmmmmmmmmmmmm
Claro, que algumas poucas crianças estranharam, choraram e ficaram com muito medo, contudo, ao longo do filme se acostumaram com o novo ambiente.
Em momentos de felicidade no filme, seus expectadores mais que especiais, batiam palmas, levantavam e alegravam-se com aquela festa. Tanta euforia por um momento tão simples, tanto encantamento por um simples passeio.
Uma manhã super agradável...
Voltei energizada, encorajada e me sentindo muito grata com que a vida me presenteou - afinal, sou uma pessoa "saudável" e aparentemente sem limitações.
Bem que dizem que a felicidade esta nas pequenas coisas...

Tuesday, June 06, 2006

Vamos acabar com as notas !!!

"Imaginem um sistema geral de auto- avaliação em que os alunos não mais estudaraim para as provas, mas estudariam para ser úteis na vida"
Damos nostas a hóteis, a video games e a tipos de café. Mas faz sentido dar notas a seres humanos como fazem as escolas e as universidades? Ninguém dá a Beethoven ou a Quinta Sinfona uma nota como 6.8, por exemplo.
O que significa dar uma "nota" a um ser humano? Que naquele momento da prova, ele sabia x% de tudo o que os prefessores gostariam que ele soubesse da matéria. Mas saber "algo" significa alguma coisa hoje em dia? Significa que você criará "algo" no futuro? Que você será capaz de resolver os inúmeros problemas que terá na vida? Que será capaz de resolver os problemas desta nação?
É possível medir a capacidade criativa de um aluno?
Quantos alunos tiraram nota zero justamente porque foram criativos ou criativos demais?
Por isso, não damos notas a Beethoven nem a Picasso, não há como medir criatividade.
Muitos vão argumentar que o problema é somente aperfeiçoar e melhorar o sistema de notas, que obviamente não é perfeito e as suas falhas precisam ser corrigidas.
Mas e se, em vez disso, abolíssimos o conceito de notas?
Na vida real, ninguém nos dará notas a cada prova ou semestre. Você só perceberá que que não está sendo promovido, que as pessoas não retornam mais seus telefonemas ou que você não esta mais agradando.
Aliás, saber se você esta agradando ou não é justamente uma competência que todo mundo deveria aprender para poder ter um mínimo de desconfiômetro. Ou seja, deveríamos ensinar a auto- avaliação. Com os alunos se auto- avaliando, dar notas seria contraproducente. Não ensinamos a técnica de auto- avaliação, tanto é que inúmeros profissionais não estão agradando nem um pouco como professores e, mesmo assim, se acham no direito de dar notas a um aluno.
O sistema de "dar" notas esta tão enraizado no nosso sistema educacional que nem percebemos mais suas nefastas consequências. Muitos alunos estudam para tirar boas "notas", não para aprender o que é importante na vida.
Depois de formados, entram em depressão pois não entendem por que não arrumam um emprego apesar de terem tido excelentes "notas" na faculdade. Foram enganados e induzidos a pensar que o objetivo da educação é passar de ano, tirar nota 5 ou 7, o mínimo necessário.
Ninguém estuda mais pelo amor ao estudo, mas pelas cenouras que colocamos na sua frente. Ou seja, as "notas" de fim de ano. Educamos pelo método da pressão e punição. Quando adultos, esses jovens continuarão no mesmo padrão. Só trabaharão pelo slário, não pela profissão.
Se o seu filho não quer estudar, não o forçe. Simplesmente corte a mesada e o obrigue a trabalhar. Ele logo descobrirá que só sabe ser garçom ou porteiro de fábrica. Depois de dois anos no batente ele terá uma enorme vontade de estudar. Não para obter notas boas, mas para ter uma boa profissão.
Robert M. Pirsig, o autor do livro Zen e a Arte da manutenção de motocicletas, testou essa idéia em sala de aula e, para sua surpresa, os alunos que mais reclamaram foram os do fundão. São os piores alunos que querem notas e provas de fim de ano. Os melhores alunos já sabem que passaram de ano, muitos nem se dão ao trabalho de buscar o diploma.
Sem notas, os piores alunos seriam obrigados a estudar, não poderiam mais colar nas provas e se auto- enganar.
Provas não provam nada, o desempenho futuro na vida é que é o teste final.
Imaginem um sistema geral de auto-avaliação em que os alunos não mais estudariam para as provas, mas estudariam para ser úteis na vida.
Imaginem um sistema educacional em que a maioria dos alunos não esqueceria tudo o que aprendeu no 1° ano, mas, pelo contrário, se lembraria de tudo o que é necessário para sempre.
Criaríamos um sistema educacional em que o aluno descobriria que não é o professor que tem que dar notas, é o próprio aluno. Todo mês, todo dia, todo semestre, pelo resto de sua vida.
Stephen Kanitz é administrador de Harvard.

Educadoras medíocres ???

Hoje foi um dia muito interessante, nem imaginava que a segunda- feira seria tão produtiva.
A aula de hoje foi ministrada pela Professora Adriana (Didática), era para ser um dia de oficinas, entretanto, ela decidiu ler um texto antes de Stephen Kanitz - administrador em Harvard (Vamos acabar com as notas).
Que loucura esse texto, me levou as reflexões profundas, imensas e inacabáveis...
Bem quanto a aula, a Adriana perguntou o "que queríamos para nossa profissão", se gostaríamos de continuar com esse tipo de estudo, "provinhas", lendo/ vendo revistas da Avon, tirando sombrancelhas em sala de aula, falando dos problemas sexuais maus resolvidos, etc,etc.
Que medícoridade, o contexto que ela nos colocou, propriamente nos chamou. Contudo, concordo plenamente com ela, creio que não somos tratadas como estudantes, seres pensantes, mulheres inteligentes ou que exercem a reflexão, assistem jornais, navegam na internet em busca de novas notícias, e sim, donas de casas, mães de famílias, esposas mal amadas, que passam/ ocupam o tempo da manhã nesta instituição de ensino.
E o pior é que somos complacentes a esse estigma, pois poucas são as pessoas/ alunas que buscam sempre mais em sala de aula, sugam mais de nossos professores, estudam temas fora do contexto apostila/ xerox.
Mais uma vez fiquei triste com tanta depreciação, comparação, e "achismos".
Creio que o nosso curso tem esse perfil, porém, a mudança é diária, processual, e cabe tanto a nós alunas, como os nossos professores, em compartilharmos e buscarmos essas mudanças.
Se hoje eu sou uma pessoa, depois dessa aula me tornei outra...
Melhor, melhor e muito melhor, mais faminta por novidades, mais prazerosa com estudos, mais feliz ao lado de livros, mais feliz por compartilhar idéias e momentos com pessoas que acreditam no meu potencial, e querem ver esse potencial para fora, em sala de aula, para sermos de fato, educadoras dignas, profissionais e de qualidade.
A medíocridade é algo que podemos mudar: "Não existe fundo de poço que não há uma mola no final"... - Não sei quem falou esta frase, porém, ela é a realidade do Curso Normal Superior - há uma mola no final do poço, há uma luz no final do túnel.
"O ser humano mais inteligente é aquele que repensa o que pensou, não se fecha em seu próprio conhecimento".
05 de Junho de 2006 (Segunda- feira)...